Previdência Privada para crianças: vale a pena

Da redação:

As modificações causadas pela Reforma da Previdência, assim como as oscilações econômicas pelas quais temos passado têm feito com que muitos brasileiros busquem novas maneiras de garantir uma aposentadoria mais tranquila, além de meios para realizar desejos, adquirir patrimônio ou pagar pelos estudos dos filhos.

 

A previdência privada, por conta disso, tem sido uma boa opção para quem quer um futuro mais tranquilo e financeiramente estável.

 

Ainda recente no imaginário dos brasileiros, no entanto, a opção traz muitas dúvidas: qual é o melhor plano? Se eu não gostar dos serviços oferecidos por um determinado provedor de serviços, posso transferir os meus investimentos? Sobre este último assunto, a Portabilidade Previdência Porto Seguro, aliás, pode ser uma boa opção para você.

 

Em outro aspecto, muitos pais têm se perguntado sobre a possibilidade e a vantagem de se fazer um plano de Previdência Privada para Crianças. Seria essa uma boa ideia? A seguir, falaremos um pouco mais sobre a questão. Confira.

Vale a pena investir em uma Previdência Privada para crianças?

De forma direta e simplificada: sim, vale a pena. A previdência privada, como sabemos, rende mais quanto mais tempo o dinheiro permanece aplicado.

 

Se você pretende resgatar o dinheiro após um longo período de tempo, a tendência é que, quando chegar a hora de receber os rendimentos, você tenha uma quantia boa o bastante para organizar os estudos dos seus filhos ou realizar com eles alguma meta específica.

 

Pessoas que investem em previdência privada infantil geralmente querem o dinheiro para pagar uma faculdade e as despesas relativas a ela, como alimentação, moradia e fee mensal, ou para garantir a entrada de um apartamento.

 

A possibilidade de adquirir patrimônio, mesmo em tempos de crise, se torna maior quando investimos a longo prazo.

A rentabilidade é de fato boa?

Sim! A previdência privada, a longo prazo, se torna muito atraente por conta dos juros compostos (ou seja, adição de juros à soma principal de um depósito, gerando “juros sobre juros”).

 

Nem todos sabem, mas a previdência privada, quando aplicada por anos, dá retorno maior do que algumas modalidades de renda fixa conhecidas, como o Tesouro Direto ou os CDBs.

 

Um adendo: uma das vantagens da previdência privada infantil está no fato de que a criança, quando estiver mais velha, pode escolher como deseja resgatar os valores investidos por seus pais.

 

Assim, pode-se resgatar aos poucos, o que gera maior controle do dinheiro investido, ou de uma vez, quando o desejo é dar entrada em um carro, apartamento ou quitar valores de faculdade, intercâmbios e afins.

Por onde começar?

Primeiro, o responsável deve escolher entre os dois planos de previdência privada existentes: o Plano Gerador de Benefícios Livres e o Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL).

 

No primeiro caso, a contribuição feita pelo adulto é dedutível na declaração anual do IR, com limitação de 12% da renda bruta. O IR, quando for o momento do resgate de valores, incide sobre o total depositado e sobre o rendimento de todo o tempo de investimento.

 

No VGBL, não há dedução no Imposto de Renda, mas o IR incide apenas sobre os rendimentos (e não sobre o valor total).

Entenda os modelos de tributação existentes no Brasil

Feito isso, dá-se início à escolha do modelo de tributação, que pode ser regressivo ou progressivo. No modelo regressivo, a cobrança de imposto diminui com o passar do tempo, tornando-se mais baixo até o resgate dos valores (novamente, vale a ideia de que, quanto maior o tempo de aplicação, maiores serão os rendimentos).

 

No caso da previdência privada infantil, vale prestar atenção na tabela regressiva: a taxa fica muito vantajosa a partir dos dez anos de aplicação, período que geralmente é escolhido pelos pais que desejam começar a investir no futuro dos filhos. Se o dinheiro for aplicado por quinze anos, por exemplo, as vantagens são bem grandes.

 

A tabela progressiva, por sua vez, funciona da seguinte maneira: o Imposto de Renda varia conforme o valor recebido, com alíquotas que vão de 0 a 27,5%. Há, além disso, incidência de Imposto de Renda na fonte, com alíquota de 15% sobre o valor resgatado.

 

Para fazer boas escolhas, o indicado é que o investidor busque ajuda de um especialista: desta forma, ele poderá, após mapear e comparar os planos de previdência infantil existentes, escolher aquele que melhor se adequa às suas expectativas financeiras para os próximos anos.

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