Prefeito explica como pretende resolver problemas de pavimentação em Paranavaí

Rogério Lorenzetti explica como pretende resolver a situação e recuperar a malha asfáltica da cidade. Segundo ele, o processo é lento e requer grandes investimentos. “Mas temos condições para dar enfrentamento”

Segundo o prefeito, apenas 15% das vias estariam comprometidas Foto: Fabiano Vaz Fracarolli
As fortes chuvas que caíram sobre Paranavaí nas últimas semanas deixaram um problema de infraestrutura bastante evidente: os buracos em ruas e avenidas do centro e dos bairros aumentaram em quantidade e tamanho. Além do risco de acidentes, as imperfeições podem provocar danos aos veículos.
O prefeito Rogério Lorenzetti conversou com o Diário do Noroeste para explicar como pretende resolver a situação e recuperar a malha asfáltica da cidade. Segundo ele, o processo é lento e requer grandes investimentos. “Mas temos condições para dar enfrentamento”, garantiu.
O primeiro ponto destacado por Lorenzetti foi a qualidade do asfalto. Ele disse que muitas vias da região central foram pavimentadas há décadas e poucas vezes passaram por manutenção. Com a chuvarada, a deterioração foi rápida.
Por isso, afirmou o prefeito, estão sendo feitos tapa-buracos em diferentes pontos da cidade. “É uma solução provisória, mas necessária para manter a integridade física das pessoas e proteger os carros”.
Lorenzetti discordou da afirmação de que a maior parte das ruas e avenidas da cidade está comprometida. Segundo ele, um levantamento técnico feito pela equipe da Administração Municipal mostrou que apenas 15% das vias públicas precisam ser recuperadas.
O processo de revitalização da malha asfáltica, destacou, precisa seguir uma lista de prioridades. “Iniciamos pelas vias coletoras e depois vamos para o restante”. Primeiramente, com tapa-buracos. Numa etapa seguinte, recape.
Mas ainda não há previsão para a retomada do recapeamento das ruas e avenidas da cidade. Lorenzetti informou que o registro de preços para a execução dos serviços já foi realizado. O início depende, agora, da aprovação do orçamento municipal para 2016, na Câmara de Vereadores. A expectativa é que a votação ocorra até a metade de dezembro.
O prefeito explicou que antes disso não será possível retomar os trabalhos, porque o orçamento de 2015 já está comprometido. É que além de ter havido queda na arrecadação de tributos municipais, parte dos recursos que seriam enviados pelo Governo Federal não veio.
A previsão orçamentária para 2016 referente à Secretaria de Infraestrutura é de pouco mais de R$ 16 milhões. Nem todo esse montante será aplicado na recuperação de ruas e avenidas, mas o Fundo Municipal de Asfalto deverá contar com aproximadamente R$ 5,6 milhões. Outros R$ 2,6 milhões serão investidos como complementação ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
PROBLEMA ANTIGO – Na avaliação de Lorenzetti, o fato de grande parte das ruas e avenidas ter sido pavimentada há muitos anos, em alguns casos, cinco décadas, torna o problema ainda mais sério. “A manutenção é um processo contínuo, mas prefeitos anteriores pararam”.
Ele não comentou o fato de estar no segundo mandato, o que, em tese, daria tempo para detectar problemas na pavimentação e corrigi-los. Em vez disso, afirmou que realizou o maior investimento em recape e asfalto novo de toda a história de Paranavaí.
Na opinião do prefeito, se o Governo do Estado liberar recursos para a recuperação de ruas e avenidas, aproximadamente R$ 7,5 milhões, será possível adquirir materiais de qualidade e, portanto, mais resistentes, para aplicar sobre as vias públicas.
ANO DESAFIADOR – Lorenzetti disse que quer concluir o mandato, no próximo ano, com a certeza de que fez o melhor por Paranavaí. Mas declarou que está apreensivo. “2016 será um ano desafiador”, referindo-se às dificuldades econômicas que todo o país enfrenta. Por isso, a esperança está no aumento da arrecadação municipal.
OUTROS SETORES – À comunidade de Paranavaí, o prefeito deixou a seguinte mensagem: “É importante lembrar que a cidade não é só asfalto. Temos que fazer investimentos em outras áreas, não posso ser negligente”. Fonte: Diário do Noroeste

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