Técnicos da USP vêm ao Paraná para analisar tremores sem explicação

Uma equipe da Universidade de São Paulo (USP) chegará à Londrina, no Norte do Paraná, esta terça-feira (5), para tentar descobrir o que provoca a série de tremores de terra em um bairro da zona leste da cidade.

Os abalos começaram há mais de duas semanas nas ruas do Jardim Califórnia, e teriam começado após uma obra da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar).

Após a repercussão nacional, nesta segunda-feira (4), o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) convocou equipes da Secretaria Municipal de Obras e da Defesa Civil de Londrina para averiguar a situação. De acordo com ele, são várias possibilidades, mas algumas já foram descartadas.

“Uma das possibilidades que é a acomodação da terra da encosta que vem do espigão do aeroporto até a (Rua) X de Dezembro foi descartada pela equipe de engenheiros das Secretaria de Obras. Eles avaliam a possibilidade de que esses tremores sejam de causas antropogênicas, ou seja, causado por alguma ação do ser humano, um golpe mecânico, uma espécie de Golpe de Ariete”, desconfia.

O “golpe de Aríete” é um deslocamento muito forte de água em uma tubulação, com grande pressão, que teria começado após a construção de uma adutora da Sanepar. Os moradores dizem que foi a partir disso que começaram a sentir os abalos.

Relatos

O professor Fernando Prado afirma que o tremor é antecedido por um forte estrondo. “Eu estava na sala de casa ontem, antes das cinco horas, e dá um estrondo violentíssimo. É como se fosse uma bomba muito poderosa caindo dentro de casa”, conta. A dona de casa Ana Camila conta que presenciou uma série de estrondos gradativa. “Eu estava preparando para pôr roupa na máquina. Deu o primeiro, o segundo, e o terceiro (estrondo) foi muito grande”, conta.

A Sanepar informou, por meio de uma nota à imprensa, que as obras já foram concluídas, e não foi registrado nenhum abalo durante a execução delas. A empresa nega que tenha qualquer relação com os tremores.

Análise

Ainda nesta semana, técnicos da Universidade Estadual de Londrina vão instalar sensores portáteis na rua para medir a intensidade dos tremores e a origem deles. No dia 14 de dezembro, o laboratório de Sismologia da Universidade de São Paulo registrou um dos abalos, que chegou a magnitude de 1.8. Mesmo com os equipamentos e monitoramento, os tremores continuaram com menor ou maior intensidade. Os moradores dizem que apenas nesse domingo (3), foram 12 abalos na rua.

Fonte Paraná Online

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