Foto: Arquivo Pessoal

Sem poder ter filhos, casal adota duas crianças e depois descobre gravidez

A vida de Lina Solange Alves e seu marido, Sedvair Antonio Alves Pinto, teve muitas surpresas nos últimos anos. Moradores em Umuarama, eles contam que há bastante tempo sonhavam em ser pais, mas nenhum tipo de tratamento funcionava.

Lina, hoje com 47 anos, explica que fez exames, tratamentos para induzir a ovulação e tentou a fertilização in vitro em duas oportunidades. Foram cerca de 10 anos tentando engravidar e nada surtiu o efeito desejado. “Os médicos olharam pra mim e disseram que após inúmeras tentativas, tratamentos, fertilização, tantos óvulos bons que foram colocados, que realmente estaria ali descartada a possibilidade de eu engravidar”, lembra.

Em 2011 o casal resolveu entrar na fila para adotar uma criança. Pouco tempo depois eles receberam a notícia de que haviam sido chamados para a adoção de um menino. “Fizemos o cadastro e não colocamos nenhuma exigência, nem sexo, nem idade, nem nada. Aí veio o Samuel, que tinha um diagnóstico de que poderia não conseguir andar e falar. E Deus foi fazendo a obra na vida dele, pois hoje meu filho anda, ouve, enxerga, tudo normalmente. Acredito que como a gente precisava dele, ele também precisava de nós”, explica.

Um ano após a chegada do Samuel veio a Gabriely – ambos foram adotados com 1 ano e 6 meses. “Eles foram um presente em nossas vidas. Nos realizamos como pais, pois eles são uma benção, amorosos e cuidadosos. Neste momento eu e meu esposo pensamos que um casal de filhos já era o suficiente”, comenta.

Samuel e Gabriely foram adotados após Lina descobrir que não poderia engravidar

Mais um presente

Mas as surpresas na vida do casal não pararam por aí. Em 2016 Lina lembra que começou a passar mal. “Pensei que fosse gastrite. Fui até o hospital e o médico pediu exames. Fiz a endoscopia pra saber o porquê de tanta dor. Também uma ultrassonografia de abdômen, que constatou que eu estava com uma pedra na vesícula”.

No entanto, o médico também notou algo diferente: Lina estava grávida de nove semanas e 15 dias. “Levei um susto na hora, não tinha reação. Foi um sentimento de alegria e ao mesmo tempo de medo devido a minha idade, pois já estava com 46 anos. Lembro que chorei muito no início, mas foi uma gravidez tranquila, perfeita. Só visitava o médico para fazer exames de rotina”, diz.

No momento do parto mais uma surpresa: o casal descobriu que o bebê Lucas tinha Síndrome de Down. “A princípio foi um choque porque eu não tinha noção do que era a Síndrome de Down, mas hoje vejo que ele é um presente de Deus em nossa vida. Lembro que a médica olhou pra mim e disse: Lina você acredita em milagres né, porque o Lucas é um milagre”.

O pequeno milagre: Lucas nasceu quando Lina e Sedvair já pensavam ter uma família completa

Alegria e companheirismo

A mãe explica que a gestação e o nascimento de Lucas foram comemorados por todos, assim como as duas adoções. “Meu marido só sabia rir quando recebeu a notícia de que eu estava grávida. Ele é um paizão para nossos três filhos, sempre presente, companheiro, amigo. Os avós também ficaram muito contentes, pois sabiam da nossa luta. Eu sou muito grata pela vida dos três. Eles são os nossos amores, fazemos tudo por eles”, conta.

Lina afirma que os filhos tem uma relação maravilhosa. Os mais velhos cuidam do pequeno e vivem paparicando ele. “Quando o Samuel e a Gabriely acordam, a primeira coisa que fazem é ir dar bom dia pro Lucas. Eles beijam, abraçam e o Lucas também não vive sem os dois”.

E agora, ela diz que tem realmente uma família completa. “Com os dois filhos mais velhos já havíamos formado nossa família e o Lucas veio para completar. Gostamos muito de assistir desenhos, ir ao pesqueiro, a lanchonete, igreja, enfim, o importante é estarmos sempre juntos”, finaliza.


Fonte: O Bem Dito

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