Por que o hospital de Grey’s Anatomy pode ser considerado um dos mais modernos do mundo?

Da redação:

Uma das séries mais longevas da televisão estadunidense, Grey’s Anatomy tem uma grande rede de fãs ao redor do mundo. Enquanto a décima sexta temporada estreia nos Estados Unidos no fim de setembro, os fãs brasileiros acabaram de ser brindados com a estreia da décima quinta temporada na Netflix.

 

As situações inusitadas de pacientes e médicos é, com certeza, um dos motivos que fazem o seriado, criado pela super premiada Shonda Rhimes, bater recordes de audiência. A vida romântica de Meredith Grey, que agora finalmente parece tomar um rumo que agrada os telespectadores,  é outro ingrediente da atração.

 

Do ponto de vista médico, podemos dizer que o Grey Sloan Memorial é um dos hospitais mais modernos e avançados do mundo. As inovações vão desde os   prontuários digitalizados a pesquisas e testes desenvolvidos para encontrar a cura de doenças complicadas, como o câncer.

Inovações do hospital da série

Os fãs da série protagonizada pela atriz Ellen Pompeo lembram de diversos momentos vividos por seus personagens favoritos no Grey Sloan Memorial, e devem se lembrar também das muitas transformações no principal cenário do seriado: o próprio hospital, antes chamado de Seattle Grace.

 

A despeito dos altos e baixos dos personagens da série, das mortes trágicas e das separações devastadoras; do ponto de vista médico, o grande destaque nesses últimos anos em Grey’s Anatomy foi a modernização do hospital.

Prontuários digitalizados

A primeira diferença que o fã de Grey’s Anatomy nota é simples: os prontuários. Nas primeiras temporadas, era muito comum ver Meredith Grey, Cristina Yang e Derek Shepherd fazendo anotações em papéis que ficavam ao pé da cama dos pacientes.

 

Passados mais de 10 anos da estreia da série, os prontuários utilizados pela equipe nova de médicos são totalmente digitalizados. As informações são todas armazenadas em tablets e ficam à disposição dos médicos, que têm acesso à nuvem.

 

Isso não só agiliza os atendimentos como permite que os médicos tenham acesso ao histórico dos pacientes mesmo se não estiverem presentes no hospital.

Treinamento das cirurgias em bonecos

Outra inovação do Grey Sloan Memorial é que os estudantes de medicina que querem se especializar em cirurgia (chamados de “internos” pelos cirurgiões) podem treinar os primeiros cortes e as primeiras suturas em bonecos.

 

A principal atualização é que os órgãos, como a pele, o coração, e o estômago desses simulacros imitam a textura e a complexidade dos órgãos humanos. 

 

Em um episódio bem famoso das primeiras temporadas, um boneco desses foi usado para treinar os médicos no diagnóstico de doenças. Além de se comunicar e se comportar como um paciente –  o boneco era comandado pelo então chefe de cirurgia do hospital, Dr. Weber –,  o “robô” também sangrava.

 

O improvável personagem acabou morrendo porque os aspirantes a cirurgiões não conseguiram diagnosticar a tempo o que de fato acontecia com ele.

Avaliação de exames com tecnologia 3D

Nas temporadas mais recentes, os médicos começaram a utilizar a tecnologia 3D para analisar os exames feitos em equipamentos super modernos, por exemplo, de ressonância magnética do hospital.

 

Cenas em salas com projetores com essa tecnologia são muito comuns no hospital e ajudam os médicos a, por exemplo, ver com melhores ângulos os tumores presentes em seus pacientes.

 

Hologramas de órgãos e mesmo de tumores que os cirurgiões precisam retirar estão cada vez mais comuns no seriado. Em um dos episódios mais famosos, a neurocirurgiã Dra. Amelia Shepherd analisa o próprio tumor inoperável. 

O que é ficção e o que é realidade?

Recentemente, pesquisadores do hospital St. Joseph, em Phoenix, nos Estados Unidos, fizeram uma pesquisa comparativa para entender se o seriado estava sendo fiel à realidade ou se estava dimensionando de forma equivocada os dados sobre alguns pacientes, como, por exemplo, as vítimas de traumatismos.

 

Eles concluíram que, de fato, os roteiristas de Grey’s Anatomy estavam criando algumas situações um pouco descoladas da realidade do dia a dia de um hospital, como, por exemplo, o alto índice de mortalidade dos pacientes e a recuperação rápida de casos graves.

 

Não foram realizadas pesquisas do ponto de vista das inovações tecnológicas instaladas no Grey Sloan Memorial. Embora pareça uma realidade muito distante, é válido lembrar que em muitos lugares do mundo, hospitais e pesquisadores médicos têm abraçado diferentes tecnologias para ajudar no diagnóstico e tratamento de doenças complexas e raras.

 

Ou seja, embora pareça “coisa de ficção”, a medicina tem andado de mãos dadas com os desenvolvimentos tecnológicos, o que aumenta a sua eficiência e mostra novos campos de aplicação para quem trabalha com tecnologia e inovação.

 

 

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