O Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-PR) decidiu, em sessão realizada na noite desta quinta-feira (07), pelo fim da “torcida humana” no Campeonato Paranaense. Em decisão unânime, com sete votos a zero, o Tribunal ordenou pelo cumprimento do artigo 38 do regulamento da competição, que permite a carga de 10% dos ingressos aos visitantes, desde que haja solicitação com três dias úteis de antecedência às partidas. Defesa do Athletico afirma que irá recorrer da decisão.

Pleno do TJD-PR decide por unanimidade pelo fim da torcida única no Paranaense

O Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-PR) decidiu, em sessão realizada na noite desta quinta-feira (07), pelo fim da “torcida humana” no Campeonato Paranaense. Em decisão unânime, com sete votos a zero, o Tribunal ordenou pelo cumprimento do artigo 38 do regulamento da competição, que permite a carga de 10% dos ingressos aos visitantes, desde que haja solicitação com três dias úteis de antecedência às partidas. Defesa do Athletico afirma que irá recorrer da decisão.

 Procuradoria iniciou excluindo a ementa da medida nominada da primeira rodada do estadual, por conta da não-solicitação por parte do Cascavel CR da carga de 10% dos ingressos. A pauta seguinte foi sobre a nova liminar, do clássico Athletiba, em que o Procurador Pedro Henrique Val Feitosa chamou de “inconstitucional e arbitrária” a decisão do Athetico pela torcida única.

“A Procuradoria não vê legitimidade na causa da torcida única, defendendo que o torcedor tem o direito garantido de assistir aos jogos do seu time no estádio”, afirmou Val Feitosa.

Após a fala dos procuradores, o advogado do Coritiba, Lucas Pedroso fez a sustentação por dez minutos e criticou a postura do Furacão em descumprir o pedido do clube visitante pela carga de ingressos. A defesa coxa-branca encerrou a fala pedindo a interdição da Arena da Baixada até o fim da ‘torcida humana’.

“Vejo que a Justiça Desportiva foi desmoralizada. Por culpa de um clube, que pela grandeza que tem, não merecia ter praticado a atitude que praticou. O clube se apequenou ao descumprir uma decisão clara e firme da Justiça Desportiva. Acreditamos que seja o posicionamento de apenas um membro daquela entidade”, afirmou o advogado. “O Coritiba pede que se interdite o estádio até provar que se tenha segurança”, complementou.

Já o advogado do Athletico, Paulo Henrique Golambiuk, teve 20 minutos para sustentar a defesa do clube, e classificou o futebol como um “evento privado”, cabendo ao clube mandante o direito de decidir pela presença ou não de torcedores visitantes nos jogos em seu estádio. Além disso, Golambiuk alegou que não houve o tempo hábil de três dias úteis para a solicitação do Verdão ser cumprida, conforme indica o regulamento do Campeonato Paranaense.

 

A votação foi iniciada pelo auditor relator César Augusto Ramos Gradela, que votou pela manutenção da liminar que garante o direito dos visitantes à carga de 10% da carga de ingressos em todos os jogos na competição, que foi seguido pelos auditores, no total de sete votos a zero.

A sessão do TJD-PR foi finalizada pelo presidente Adelson Batista de Souza, que criticou duramente o projeto da “torcida humana” e declarações do presidente do Coritiba, Samir Namur, acusando o Tribunal de omissão por não optar pela interdição da Arena da Baixada ou adiamento do clássico Athletiba, que aconteceu com torcida única.

“Prefiro preservar a vida antes de qualquer coisa. Por isso optei por não interditar estádio ou deixar o clássico com torcida única e a presença dos torcedores do Coritiba. Se isso acontecesse, o presidente teria razão em falar que o TJD-PR seria culpado. Me senti ofendido pelas palavras. Mas existem normas de entendimento pessoal do que ocorreu. Conversei com auditores antes de tomar a decisão. Então, dessa forma foi a melhor que achei. Entendo a questão da torcida única, mas tem que fazer um debate. Chama pessoal de São Paulo e Rio de Janeiro, que já testaram. E já ouvi de gente de lá que não é essa ideia que se vende aqui. Não é uma questão para discutir da forma que foi. Não foi ouvido quem concordava ou não”, concluiu Adelson.

 

Defesa do Athletico deve recorrer

De acordo com o advogado do Rubro-Negro, Paulo Henrique Golambiu, o clube irá recorrer da decisão do Pleno do TJD-PR no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). “Cabe recurso em três dias ao STJD e o Athletico desde logo anuncia que estará interpondo este recurso no mais tardar na segunda-feira (11), com base em tudo que foi sustentado aqui. Há recurso cabível e nós vamos exercer este direito”, declarou em entrevista à imprensa.

Fonte: Banda B

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