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Mandetta anuncia 57 mortes e diz que fala do presidente ‘foi grande colaboração’

Um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro ter feito um pronunciamento criticando medidas de isolamento social adotadas no Brasil contra a Covid-19, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou nesta quarta (25) que permanece no cargo e defendeu o posicionamento do presidente. “Eu vou deixar muito claro: eu saio daqui na hora que acharem que eu não devo trabalhar, que o presidente achar, porque foi ele que me nomeou. Ou se eu tiver doente, o que é possível, eu ter uma doença, ou no momento que eu achar que esse período todo de turbulência já tenha passado e que eu possa não ser mais útil. Nesse momento de crise agora, eu vou trabalhar ao máximo. Equipe está todinha focada. Nós vamos trabalhar com critério técnico”, disse Mandetta.

Mandetta defendeu a manutenção da atividade econômica no Brasil. Ele afirmou que essa é uma das preocupações do comitê interministerial que atua no enfrentamento da crise. “Tenho certeza que esse comitê vai achar boas soluções para a economia”, disse Mandetta. “E eu vejo nesse sentido a grande colaboração da fala do presidente. Chamar a atenção de todos que é preciso pensar na economia, afirmou ele. As falas do ministro deram a entender que o ministério vai `relaxar’ nas medidas de isolamento e vai definir de acordo com a região e as realidades de cada Estado. 

Estados mantêm medidas
Nesta quarta-feira (25) também os governadores decidiram que vão manter atos que determinam a restrição de circulação e o isolamento social mesmo após o presidente Jair Bolsonaro pedir o fim das medidas. Entidades do setor da saúde e da área da ciência condenaram o pronunciamento de Bolsonaro.

Novo boletim do Ministério da Saúde desta quarta-feira (25) mostra que subiu para 2.433 os casos de coronavírus confirmados no Brasil. Também subiu consideravelmente o número de mortes. Na terça (24) eram 46 e agora são 57. Também foram confirmadas as primeiras mortes nas regiões Norte, Nordeste e Sul — Amazonas, Pernambuco e Rio Grande do Sul contam com um caso de óbito pelo coronavírus. No Paraná, segundo o boletim do Ministério, são 81 casos nesta quarta, contra 70 na terça-feira. Curitiba registra nesta quarta-feira (25/3) mais dez casos do novo coronavírus em moradores da cidade: três mulheres e sete homens, com faixa etária entre 30 e 77 anos.Até o fechamento do boletim diário são cinco pacientes internados, sendo o caso de maior gravidade o do médico, mas com evolução favorável. Em 80% dos casos diagnosticados até o momento em Curitiba os sintomas foram leves e as pessoas foram orientadas a permanecer em isolamento domiciliar por 14 dias a contar do início dos sintomas.

Tanto o governador do Paraná Carlos Massa, Ratinho Jr, quanto o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, afirmaram que vão manter o isolamento. 

Vice diz outra coisa

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, enfatizou que a posição do governo para combater a pandemia da covid-19 “é uma só” e continua sendo isolamento e distanciamento entre as pessoas.

Mais cedo, Bolsonaro afirmou que pediria ao Ministério da Saúde mudança na orientação de isolamento da população durante a pandemia. A recomendação defendida pelo presidente é que o distanciamento seja adotado apenas para idosos e pessoas com comorbidades (outras doenças).

Em coletiva de imprensa após reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal, órgão que preside, Mourão declarou que o presidente pode não ter se expressado da melhor forma em pronunciamento na véspera, quando criticou o confinamento orientado por autoridades.

Fonte: Bem Paraná

 

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