Investir sozinho ou em fundos? Veja quais são as diferenças

Os investimentos têm chamado a atenção do brasileiro, que têm buscado novas maneiras de garantir o seu sustento para a época da aposentadoria ou maneiras de diversificar as fontes de renda.

Muitos têm se perguntado: apesar da taxa de administração de fundos, vale a pena apostar nessa modalidade de investimentos? É melhor esquecer dos fundos compartilhados e apostar nos investimentos “solitários”, digamos assim? Qual das formas de investir é mais rentável? Falaremos mais sobre a seguir.
Entendendo os fundos de investimentos
Os fundos de investimentos são, de forma bem simplificada, uma “reunião” de aplicações. Quando uma pessoa adquire as cotas de um fundo, ela está, na verdade, fazendo várias aplicações ao mesmo tempo.

Os fundos são geridos por um terceiro, que tem como missão reunir recursos de investidores diversificados (afinal, manter o patrimônio diferenciado é uma das coisas mais importantes dentro do mercado). Entre as aplicações que podem ser adquiridas estão os CDBs (certificados de depósito bancário), ações, cotas de outros fundos de investimentos, etc.

Quem está começando a investir e não ter certeza do melhor caminho a tomar pode se beneficiar dos fundos, visto que adquirir essas cotas equivale a aplicar em várias modalidades ao mesmo tempo. Isso aumenta a possibilidade de ter ganhos financeiros, ao mesmo tempo em que reduz o risco das aplicações.

Outra vantagem dos fundos de investimentos está na questão do valor: ao comprar cotas, o investidor tem acesso a aplicações distintas que, se fossem compradas em situações normais, seriam mais caras. Na prática, ao investir em cotas o investidor aumenta a sua carteira de ativos sem pagar o valor “individual” destes.

Apesar dessas vantagens, que são de fato significativas, os fundos também têm algumas desvantagens que precisamos evidenciar.

A taxa de administração, sobre a qual comentamos no início do artigo, é uma delas.
Taxa de administração e outras desvantagens
Ela serve para remunerar o administrador e o gestor do fundo, visto que eles são responsáveis pela organização dos investimentos e precisam estar atentos ao funcionamento de tudo, e incide sobre o patrimônio total do investimento.

Há fundos que cobram, além disso, a chamada taxa de performance, que é um percentual sobre o valor que ultrapassa o índice de referência (o benchmark) do fundo.

Se você tem dúvidas sobre qual é o melhor fundo, vale sempre procurar um especialista. Outra dica é se atentar ao valor das taxas já citadas, visto que ele pode ser variável e causar efeitos indesejados aos resultados dos seus investimentos.

Outras desvantagens dessa modalidade de investimentos são:
● falta de autonomia do investidor, que pode se sentir incomodado com a ausência de liberdade para escolher os seus ativos – afinal, quem decide os investimentos que serão feitos é o gestor do fundo;
● condições de resgate que nem sempre são interessantes para o investidor: há fundos que permitem resgate imediato, enquanto outros pedem alguns dias ou até semanas para o resgate dos valores adquiridos.
Investir sozinho: vantagens e desvantagens
Investir sem a ajuda de terceiros pode ser bastante desafiador e não é recomendado para quem não tem experiência no mercado financeiro, uma vez que decisões erradas podem literalmente custar dinheiro.

Se você já leu bastante sobre investimentos ou tem a ajuda de um especialista que pode guiá-lo nesse processo, investir sozinho pode ser bastante vantajoso.

A escolha dos ativos deve levar em consideração os seus objetivos a curto e longo prazo, além dos valores que você tem à sua disposição. Convém estudar as ações que têm caído e têm tendência a crescer nos próximos meses e não fazer escolhas que vão contra o seu perfil de investidor.

Essa é a primeira grande vantagem dessa situação: o investidor tem total liberdade sobre aquilo que deseja fazer e escolher os ativos que farão parte de sua carteira após observação e estudo. Como não se trata de um fundo, que possui um gestor com grande responsabilidade, a autonomia é outra.

Acerca da taxa de administração, uma coisa tem que ficar clara: não se trata de algo que acontece apenas em fundos de investimentos. Os que investem em ativos como LCI, LCA, Tesouro Direto e CDBs também podem ter que pagar por ela.

Para evitar isso, verifique quais são as instituições que possuem taxa de administração zerada ou perto do zero.

O Imposto de Renda, como sabemos, também não pode ser “deixado para lá”. As taxas a serem pagas, os investimentos que podem ser deduzidos do IR e similares devem estar claros ao investidor no momento da contratação e do preenchimento de sua Declaração.

Da redação:

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