Inovação chegando perto de você: como o Sebrae está tornando isso possível

Sabe quando a gente se reúne com outras mulheres que também empreendem, e percebe o quanto trocas sinceras podem transformar tudo? Pois foi justamente esse clima que rolou em Presidente Dutra, no Maranhão. O programa Ativa chegou por lá, movimentou bastante coisa e, agora, fechou um ciclo de seis meses que deixou todo mundo animada para o que vem pela frente.

Esses encontros foram mais do que reuniões formais, sabe? Reuniram empreendedoras, professores, empresárias e o pessoal do setor público, todo mundo empenhado em fortalecer a ideia de inovar juntxs. A energia era aquela de quem acredita no coletivo – bem na vibe “juntas somos mais fortes”.

Teve espaço para quem ainda está começando seu negócio, para quem já está nessa estrada faz tempo, para quem nem imaginava que inovação podia ser algo tão próximo da realidade do interior. Muito mais papo de acolhimento do que de cobrança. Eu mesma, quando participo desses eventos, sempre volto pra casa pensando nas possibilidades novas que aprendi, mesmo que seja só uma coisinha pequena.

O que rolou nos encontros

Durante esses seis meses, o Ativa apostou pesado em dois pilares: Educação e Governança. Foram seis encontros temáticos, três voltados para cada um desses eixos. Sabe aquele sentimento de “poxa, não estou sozinha nisso”? Era visível no rosto das participantes.

Tinham momentos para contextualizar como está o ecossistema de inovação ali na região, aqueles bate-papos abertos para todo mundo se sentir à vontade para perguntar e debater sem medo. Uma das conversas mais animadas girou em torno da comunidade Carnaúba Valley, que busca trazer um olhar inovador para dentro das cidades pequenas.

Wideglan Marques, que é professora, resumiu bem o sentimento de muita gente: quando a gente sai de um evento assim, sente que está no rumo certo, mesmo que ainda não consiga ver resultado imediato. Acho incrível essa maturidade de saber que mudança vem com o tempo, de valorizar cada pequeno passo na caminhada. Quem já criou algo do zero sabe bem desse dilema diário entre paciência e ansiedade pelo futuro.

O desafio da inovação no interior

Aqui em casa mesmo, costumo ouvir que inovação é coisa de empresa grande, de cidade grande. Mas o programa Ativa veio justamente para provar o contrário. Ele foi criado pensando em adaptar as ideias para cada cidade, sem aquele formato engessado que não encaixa na nossa rotina.

O consultor Paulo Coutinho comentou algo que faz todo sentido: não adianta empurrar conceitos difíceis se a galera ainda está descobrindo o básico. O importante é fazer brotar aquele sentimento de pertencimento, mostrar que transformar junto é muito mais leve do que tentar sozinha – aliás, toda empreendedora já sentiu essa diferença.

O melhor é que o interesse foi aumentando tanto que a programação passou de dois para seis encontros. Sinal de que, quando a gente reúne mulheres interessadas e pessoas que querem se reinventar, o negócio vai ficando vivo, orgânico. Quem nunca foi, deveria experimentar. Às vezes é só de ouvir outra experiência que algo se destrava na nossa cabeça.

Planos e próximos passos

A vibe geral agora é de missão cumprida, mas sem aquele clima de “agora cada uma por si”. O desejo é seguir em frente, aproveitando o que aprenderam e expandindo para mais cidades da região. Já tem até planos de levar o Ativa para outros cantos do Maranhão em 2026, dando ainda mais vozes para mulheres, professores e empresárias.

O ponto que mais me chamou atenção foi a preocupação em democratizar o acesso à inovação. Ninguém ficou falando como se inovação fosse só tecnologia complicada. Falavam de colaboração, de criar redes de apoio, de tornar o trabalho coletivo realmente produtivo, inclusive nas pequenas cidades.

A cada edição, o programa vai criando novas conexões, plantando sementinhas que vão germinando aos poucos – às vezes demora, mas floresce. No fundo, tudo isso é sobre transformar nossos sonhos em conquistas palpáveis, a partir do apoio mútuo.

E se você já se sentiu meio perdida nesse mundo de inovação, saiba que não está sozinha. Tem muita gente nesse barco, remando junto, aprendendo no caminho. E a verdade é que, quando a gente encontra quem entende os mesmos desafios, tudo fica menos pesado.