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Estoque de doses da vacina tetraviral acabou em Paranavaí, diz secretaria

Doses de vacina tetraviral, indicada para prevenir rubéola, caxumba, sarampo e varicela, estão em falta em Paranavaí, no noroeste do Paraná, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com o setor de imunização do município, o último lote enviado pelo Ministério da Saúde foi em dezembro de 2015 e continha 100 doses, que não foram suficientes para atender todas as crianças que precisam ser vacinadas no município. Atualmente, há aproximadamente 200 crianças esperando para serem imunizadas.

É o caso de Heitor Crescêncio, de um ano e cinco meses. Ele deveria ter tomado a vacina em dezembro de 2015, mas a única resposta que a mãe dele, Caroline Crescêncio, recebe quando procura a Unidade Básica de Saúde (UBS) é que as doses estão em falta.

“Falam que está em falta e dizem que vão ligar quando chegar. Enquanto isso fico esperando. Fico preocupada porque é uma coisa importante”, lamenta Caroline.

Enquanto a espera de Caroline e outras mães não termina, a única orientação da Secretaria Municipal de Saúde é de que os responsáveis pelas crianças continuem ligando nos postos de saúde para saber se as doses estão disponíveis.

Segundo a pediatra Cristiane Consalter, as crianças que não receberem a vacina podem ficar mais vulneráveis as doenças.

“É uma vacina para proteger da rubéola, caxumba, sarampo e a varicela. A maior preocupação é o sarampo, porque é uma doença que está quase erradicada. Se a gente tiver um surto, aparecer novos casos, será complicado. A varicela, popularmente conhecida como catapora, também é um problema porque é contagiosa. Faz com que as crianças fiquem um período longe da escola. Pode surgir vários casos”, explica a médica.

Além da vacina tetra viral, o município também pode ficar sem a vacina DTP, que previne a coqueluche, tétano e difteria.

“A preocupação maior é com a coqueluche, que atinge mais os bebês. No inverno e outono é o período que mais aparece casos dessa doença e as complicações são bem graves. Crianças recém-nascidas que contrairem a doença podem até morrer”, enfatiza a pediatra.

Em nota, o Ministério da Saúde afirma ter enviado um lote da vacina tetraviral para as regiões norte, sul e centro-oeste do país no fim de 2015. O Ministério não informou se um novo lote será enviado. Na nota, o órgão ainda alegou estar com estoque reduzido de outras vacinas, como a DTP, e com dificuldades de adquirir novos lotes nos mercados nacional e internacional. O Ministério orienta que a vacina pentavalente seja administrada temporariamente em substituição a DTP.

“Fico preocupada porque é uma coisa importante, não pode ficar sem tomar a vacina. Vai que ele fica doente. Infelizmente, não podemos fazer nada. O jeito é esperar”, conclui Caroline Crescêncio.

Fonte: g1.com

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