DELEGACIA DA POLICIA FEDERAL EM PARANAVAÍ É NECESSÁRIA PARA COMBATER TRÁFICO DE ARMAS E DROGAS

OAB, Advog, Conseg e Sociedade Civil apresentam pedido de uma Delegacia da PF ao ministro André Mendonça


A luta pela instalação de uma Delegacia da Polícia Federal (DPF) em Paranavaí foi retomada na última sexta-feira (11), com a entrega de ofício ao ministro André Mendonça, da Justiça e Segurança Pública, reapresentando a reivindicação. A luta pela implantação da PF em Paranavaí começou em 2002.
O documento foi assinado pela presidente da Subseção da OAB de Paranavaí, Célia Zanatta, presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Cláudio Miguel de Souza e pelos coordenadores da Sociedade Civil Organizada: Edilson Avelar (também representando a Advog – Associação dos Advogados do Noroeste do Paraná), Ivo Pierin Júnior, Dante Ramos Júnior.
O ofício foi entregue durante a visita do ministro a Querência do Norte (Porto Felício), onde esteve para inaugurar a primeira base náutica interestadual do Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas (VIGIA).
Segundo Edilson Avelar, que fez a entrega do documento, Mendonça acolheu o pedido e afirmou que fará novos estudos sobre a possibilidade de atendimento à reivindicação. Na resposta ao último documento encaminhado à PF sobre o assunto, a Diretoria de Logística disse que não era possível atender o pleito, “em razão das limitações de ordem humana, material, financeira e orçamentária impostas à Polícia Federal”.
Avelar informou que a coordenação da Sociedade Civil manteve contato também com o superintendente da PF no Paraná, delegado Omar Gabriel Haj Mussi e com o delegado Alex Sander Dias, da PF de Maringá e com ligações familiares com Paranavaí, buscando apoio para a instalação da DPF na cidade. Relatou que os representantes das entidades deverão ir a Brasília em busca de apoio ao pleito, especialmente de deputados federais e tentar uma audiência com o atual diretor-geral da PF, Rolando Alexandre de Souza.
No documento entregue ao ministro, os subscritores lembraram que, em 2002, a Amunpar protocolou o primeiro pedido pela instalação da DPF em Paranavaí. No mesmo ano, a Subseção local da OAB reforçou a reivindicação e na sequência a Advog fez o mesmo pleito. Atualmente, estão também nesta jornada o Conseg e a Sociedade Civil.
“ESTAMOS EXPOSTOS” – Reforçaram que as entidades estão preocupadas com a “crescente violência de competência federal em nossa região” e com a “vulnerabilidade de nossas divisas com apreensões frequentes”. Cita que “estamos expostos, pois aqui, infelizmente, é rota de contrabando diversos, de armas pesadas, de drogas que abastecem grandes centros”, crimes que seriam combatidos pela PF, já que é de sua alçada.
Ex-presidente da OAB-Paranavaí e atual vice-presidente da Advog, Avelar diz que “a expectativa (de atendimento a reivindicação) é grande, com a atual política de descentralização e regionalização, que são cruciais para as operações”, conforme também assinalou o documento entregue ao ministro.
“Estamos confiantes”, reforçou ele, acrescentando que a instalação da DPF ajudaria muito a classe dos advogados, mas também a sociedade já que ficaria mais próximos os serviços de retirada de passaportes, renovações, porte, além de outros serviços burocráticos, que hoje exige o deslocamento a Maringá.
O conselheiro Júnior Cezar Nunes de Freitas, da Subseção OAB, avaliou o encontro como “muito produtivo” e contou que o ministro sinalizou positivamente no sentido de trabalhar para atender a demanda. Segundo ele, André Mendonça chegou a perguntar se a cidade teria condições de oferecer as instalações para abrigar a PF. “Isto é um bom sinal. Não significa que o pedido vai ser atendido, mas que ele vai avaliar a reivindicação com carinho e com vontade de atender o nosso pleito”, disse Nunes.
O presidente da Amunpar, prefeito Carlos Maia, de São João do Caiuá, também entregou um documento de apoio à reivindicação da OAB, Advog, Conseg e Sociedade Civil. Nele, os prefeitos, através de sua entidade, afirmam que “a descentralização é o caminho mais curto para reduzir os índices de criminalidade”.
Integraram a comitiva que estiveram com o ministro André Mendonça pleiteando a DPF o promotor Francisco Ilídio Hernandes Lopes, delegado-chefe da 8ª Subdivisão Policial de Paranavaí, Luiz Carlos Mânica, Jorge Guedes (Sicredi Rio Paraná), Claudio Miguel de Souza (Conseg) José Maria (ex-prefeito de Santa Cruz do Monte Castelo), deputado Evandro Araújo, prefeito Fran Boni (de Santa Cruz do Monte Castelo), prefeito Carlos Maia, Edilson Avelar, Vadeir Pereira (OAB-Loanda), Junior Cezar (OAB/Paranavaí), tenente-coronel Jefferson Luiz de Souza (comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar) e o policial civil paranavaiense Luiz Pinheiro, atualmente cedido ao Setor de Inteligência do Ministério da Justiça.

Fonte: Assessoria de Imprensa

 

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