Prazo para pedidos de financiamento pelo BRDE vai até 16 de maio. Foto: Divulgação

BRDE aumenta contratações para pequenas e microempresas do Paraná

As pequenas e microempresas do Paraná devem fechar o ano com R$ 130 milhões em contratações de financiamentos junto à agência paranaense do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Com isso, o volume financiado pelo banco entre 2011 e 2016 para empresas desse porte deve alcançar R$ 705 milhões.

Somente para 2016, a previsão é de um crescimento de cerca de 7% em relação ao volume contratado no ano passado, de R$ 122 milhões. De janeiro a outubro, o volume de contratações já soma R$ 86,5 milhões.

CONTRASTA – O resultado do BRDE contrasta com o desempenho do mercado como um todo, cujo volume de contratações caiu em função da recessão. Dados do Banco Central mostram que, de janeiro a agosto, o saldo de operações de crédito para pessoas jurídicas de todos os portes encolheu 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado no País. Em agosto, o saldo estava em R$ 1,58 trilhão.

“As micros e pequenas empresas são as que mais sofrem em um ambiente menos favorável para a economia. Por um lado sentem a redução na demanda por seus produtos e serviços por conta da queda no consumo. Por outro, percebem a retração do crédito por parte dos bancos comerciais, mais avessos ao risco por casa da crise econômica”, observa Everson de Almeida Leão, gerente de operações adjunto para as áreas de pequenas e microempresas. “O BRDE, por sua vez, vem conseguindo ocupar o espaço deixado pelos bancos comerciais, com um forte trabalho de prospecção e de parceria com as empresas”, afirma.

ÁREA ESPECÍFICA – O Paraná tem cerca de 761 mil microempresas e 128 mil empresas de pequeno porte, de acordo com o Sebrae. O BRDE passou a apostar mais nesse segmento a partir de 2012, quando foi criada uma área específica, que conta atualmente com uma equipe de 11 pessoas.

Para o BRDE, enquadram-se no perfil empresas com faturamento anual de até R$ 16 milhões. “Hoje são empresas dos mais diversos setores, do comércio e serviços até a indústria que vêm procurando o crédito do banco para investir”, diz Leão.

De acordo com ele, o BRDE tem adotado práticas para agilizar e facilitar o acesso ao crédito, como convênios com Sociedades Garantidoras de Crédito (SGCs) para auxiliar a emissão de garantias das pequenas e micros, operação do cartão BNDES e convênios com associações comerciais, sindicatos representativos de classe.

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Redução de custos, produtividade e inovação

Com a crise econômica, o perfil de investimento do empresariado de pequeno porte também mudou. A maior parte dos recursos não é destinada à expansão, mas à redução de custos, ganhos de produtividade e inovação. O objetivo, na maioria dos casos, é ser mais competitivo em um cenário onde a disputa entre as empresas está mais acirrada, explica Leão.

“Não há como se manter no mercado hoje se não houver inovação”, diz Rodrigo Ramalho, diretor de operações da Tecnospeed, empresa de componentes para o desenvolvimento de softwares, com sede em Maringá.

A empresa, que contratou dois financiamentos com o BRDE na área de inovação, cresceu 35% em 2015 e para esse ano deve aumentar suas receitas em 27%, para R$ 7 milhões. “As negociações com os clientes estão mais demoradas e difíceis. E quem não inova em um mercado em constante evolução como o de software fica estagnado”, diz ele, que ampliou, nos últimos dois anos, o número de empregados de 40 para 60.

Do total contratado para pequenas e micros em 2016 pelo BRDE no Paraná, R$ 40 milhões devem ser para área de inovação. O volume é 48% superior ao contratado em linhas de inovação no ano passado, de R$ 26,9 milhões. “Embora a atuação do BRDE na área de inovação seja recente, com cerca de três anos, os resultados são consistentes. No acumulado desde o início das operações até outubro desse ano, o setor de inovação para MPEs foi responsável pela contratação de aproximadamente R$ 46 milhões”, diz.

A expectativa, de acordo com ele, é que os investimentos em inovação sigam em alta, impulsionadas também pelo CRIATEC 3, fundo voltado para empresas de inovação, criado pelo BNDES e do qual o BRDE é um dos cotistas. O fundo prevê aportes de R$ 200 milhões em empresas inovadoras no Brasil por meio de compra de participações.

Os valores podem variar de R$ 1,5 milhão a R$ 10 milhões, dependendo da avaliação do fundo, que está em fase de captação e seleção de projetos. As prioridades são para setores de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC), agronegócio, nanotecnologia, biotecnologia e novos materiais.

Fonte: Agencia Estadual de Noticias

sampaio

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