Bolsonaro atende pedido da Sociedade Civil e dá andamento a reivindicação

O presidente Jair Bolsonaro encaminhou a seis ministérios a reivindicação de viabilização da Rodovia do Agronegócio, encaminhada pela Sociedade Civil Organizada de Paranavaí e Região (Socipar). O documento pedindo a intervenção do presidente foi entregue diretamente a Bolsonaro, quando ele esteve no município de Nioaque, Mato Grosso do Sul (MS) em visita ao 9º GAC – “Grupo Major Cantuária”, onde ele serviu por três anos quando ainda era tenente do Exército.

Na ocasião, o produtor rural Demerval Silvestre, um dos coordenadores da Socipar, acompanhado de sua esposa Luciana Mançaneira, viajou 554 quilômetros e entregou o documento pessoalmente a Bolsonaro, assinado também pelos demais coordenadores do movimento: agroindustrial Ivo Pierin Júnior (presidente do Sindicato Rural de Paranavaí), advogado Edilson Avelar e o cartorário Dante Ramos Júnior. Silvestre aproveitou a oportunidade e conversou sobre o assunto também com a ministra Tereza Cristina (Agricultura) o chefe do GSI, general Heleno Augusto e o governador Reinaldo Azambuja, que apoia o pedido da rodovia.

O pedido foi entregue no dia 18 de agosto e recentemente Demerval recebeu correspondência do Palácio do Planalto, assinada pela chefe de Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal do Presidente da República, Aida íris de Oliveira, acusando o recebimento do documento “pelo qual os signatários solicitam a inclusão da obra de duplicação da BR-376, a elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômico e Ambiental (EVTEA) e estudos para prospecção de turismo na região”.

A servidora do gabinete pessoal da Presidência informa na resposta que “pela natureza do assunto” o documento foi encaminhado aos ministérios da Infraestrutura, do Turismo, de Minas e Energia, da Justiça e Segurança Pública, da Educação e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento por meio de ofício circular. Ela ainda passou os contatos dos referidos ministérios para que os coordenadores da Sociedade Civil possam acompanhar a tramitação do documento.

O PEDIDO – No documento entregue a Bolsonaro, a Socipar faz um breve relato do movimento “que tem levantado bandeiras em prol do desenvolvimento econômico da região Noroeste” e reúne 125 entidades e lideranças “todos abnegados e apaixonados por este importante chão paranaense”.

Na sequência, os coordenadores falam ao presidente da necessidade da “imprescindível ajuda de vossa excelência” para a concretização da duplicação da BR-376, ligando Paranavaí a Taquarussu (MS). Lembra que há sete anos vem sendo perseguida a meta de viabilizar a Rodovia do Agronegócio, que vai reduzir e mais de 160 quilômetros a distância de Dourados e Campo Grande, por exemplo, até Paranavaí, Maringá ou Londrina. “Com isso atrairia a safra de grãos dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul encurtando distâncias e tornando a logística mais atrativa para o desenvolvimento”.

A Socipar mostrou a Bolsonaro, através do ofício, que atualmente para ir ao estado vizinho é necessário “passar por cima da Hidrelétrica de Rosana, adentrar ao Estado de São Paulo, trafegar entre a eclusa e a Hidrelétrica de Primavera e avançar por baixo da barragem/represa de 50 metros de altura numa extensão de 10,5 km, a qual foi projetada há 40 anos e hoje caminhões de mais de 50 toneladas passam pela mesma até conquistar o Mato grosso do Sul”.

Apesar de complicada, cerca de dois mil caminhões optam por esta rota. Com a rodovia do Agronegócio estima-se que 5 mil caminhões trafegarão por ela diariamente. “Trata-se de uma obra importantíssima, porquanto por aqui passará parte da produção do agronegócio de Mato Grosso e 70% da Mato Grosso do Sul indo até o Porto de Paranaguá (PR), Além do atrativo das belezas naturais com a exploração do turismo em ambos os estados”, afirma o documento.

A Sociedade Civil ponderou que os governos dos dois estados apoiam a iniciativa, que o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes) trata do assunto e a necessidade de realizar o EVTEA para o tema avançar.

Por fim, os coordenadores pedem que o presidente determine que a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), ligado ao Ministério da Infraestrutura, inclua a obra no Plano de Concessões de Rodovias, com a duplicação e a ponte sobre o Rio Paraná, no Porto São José; que seja elaborado o EVTEA e que determine ao Ministério do Turismo estudos de exploração turística das belezas naturais do percurso, especialmente junto às duas margens do Rio Paraná.

ATENDIMENTO – Em reunião esta semana, quando analisaram a resposta do Palácio do Planalto, os coordenadores da Socipar avaliaram que a intervenção presidencial e o pedido dos governadores Ratinho Júnior (PR) e Reinaldo Azambuja (MS) contribuíram para que o ministro Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura) autorizasse o DNIT a bancar os custos do EVTEA, que já foi autorizado.

Na avaliação de Pierin, Silvestre, Avelar e Ramos, a reunião com o ministro Tarcísio, por videoconferência, agendado pelo deputado Luiz Nishimori, realizada ainda no começo deste semestre, o sensibilizou para a causa. “O ministro já estava empenhado. E os pedidos do presidente e dos governadores foram mais um impulso nesta caminhada”, avalia Ivo Pierin Júnior.

Fonte: Ass. Imp. Sindicato Rural

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