Alex Balotelli preferiu um desabafo em tom contemporizador à representação criminal Foto: Reprodução/Facebook

Atleta de Umuarama desabafa nas redes sociais após ofensa racista: ‘Dói’

Na tarde de sábado (17), o atleta Alex Santos, 31, o Alex Balotelli, foi vítima de injúria racial durante uma partida de futebol suiço em Umuarama. Contrariando a sugestão de amigos, ele optou por não representar criminalmente contra a torcedora que fez o xingamento. Em vez disso, usou as redes sociais para um desabafo em tom contemporizador.

“Muitas vezes vi amigos sendo chamados de macaco, sendo vítimas de racismo. E eu não sabia como aquilo doía, porque nunca tinha acontecido comigo, mas num lance uma pessoa da arquibancada se dirigiu a mim como preto encardido filho da p(…)”, relata.

“A gente vive ouvindo falar que o racismo não existe mais, e não imaginamos acontecer com a gente. Espero que atitudes como a dela não se repitam”, salienta, empregando como mensagem final a hashtag #SomosFilhosDoMesmoDeus.

Segundo o Observatório da Discriminação Racial no Futebol, de janeiro a abril deste ano, foram recebidas mais de 30 denúncias, um recorde desde a criação da entidade, em 2014.

O Código Penal, em  seu artigo 140, determina pena de 1 a 3 anos de prisão, além de multa, para as injúrias motivadas por elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem, ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.

Já a lei 7716/89, lei anti-racismo,  engloba os “crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”, também com pena de reclusão de 1 a 3 anos, mais multa. Basicamente, a diferença entre as duas é classificar ou não como injúria a atitude racista.

Fonte: O BemDito

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