Foto: Lucas Lima

Órgãos captados na Norospar já estão sendo transplantados em pacientes do Estado

Procedimento no centro cirúrgico da Norospar durou pouco mais de duas horas  Foto: Lucas Lima/OBEMDITO

Procedimento no centro cirúrgico da Norospar durou pouco mais de duas horasFoto: Lucas Lima/OBEMDITO

Órgãos captados na Norospar já estão sendo transplantados em pacientes do Estado

 

Até o final da tarde, todos os órgãos captados de uma senhora de 51 anos, na Norospar (Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná), em Umuarama, já deverão estar transplantados em pacientes do Paraná, internados em hospitais de Curitiba.

A captação de rins e globos oculares aconteceu na madrugada desta quarta-feira (28). O procedimento começou às 2h30 e terminou às 4h50 e envolveu pelo menos 19 pessoas, sendo 16 profissionais da Norospar (entre médicos, enfermeiros e auxiliares) e três da Central Estadual de Transplantes (CET/PR).

Inicialmente estava prevista a captação de mais órgãos, como fígado, ossos e pele. As equipes responsáveis optaram pela contraindicação durante o procedimento. Por uma questão de logística, não foi possível o deslocamento da equipe de Curitiba que faria a extração de pele.

 “É importante frisar que o resultado foi muito positivo, porque várias vidas serão salvas a partir da decisão da família, que reuniu forças num momento de tamanha dor. Um gesto heroico, de amor pelo semelhante, e que deve servir de exemplo”, disse a enfermeira Danusa Goin, membro da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes da Norospar.

A doadora Francisca Valdete Rodrigues Moura Pereira, 51 anos, teve a morte encefálica atestada nesta segunda-feira (26), às 23h30, pela Norospar. Ela foi internada na UTI do hospital após sofrer uma parada cardíaca e apresentar distúrbio de coagulação. O corpo está sendo velado em Mariluz, cidade onde dona Francisca residia.

Graças a sua estrutura de ponta, com moderno centro cirúrgico, equipamentos modernos e profissionais altamente capacitados, a Norospar se tornou referência em captação de órgãos, tão importante para que novas vidas sigam seu curso.

Como funciona

Após ser diagnosticada a morte encefálica no hospital e a família autorizar a doação, a CET/PR é notificada pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos (CIHDOTT) sobre a existência de possível doador. Com isso, a Central emite por sistema informatizado a listagem de potenciais receptores e mobiliza uma equipe médica especializada para a retirada dos órgãos e tecidos.
Se a retirada ocorrer em cidade diversa de onde está a equipe médica a CET/PR entra em contato com a Casa Militar do Governo do Paraná, que prontamente organiza o transporte aéreo.
Chegando ao local da captação, a equipe realiza o procedimento, informa a CET/PR e direciona o transporte dos órgãos e tecidos para o local onde o transplante será realizado. 
Todo o processo deve ser feito em um curto espaço de tempo, pois entre a retirada do órgão do doador e o transplante no paciente, em alguns casos, não pode ultrapassar 4 (quatro) horas, como por exemplo, o transplante de coração.

Fonte: O BemDito

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