MP faz acordos com motéis após denúncias de exploração de menores em Londrina

O Ministério Público do Paraná (MP-PR), por meio da 10ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte-Central do estado, assinou termos de ajustamento de conduta com 16 motéis da região para que não aceitem a entrada de crianças e adolescentes nesses estabelecimentos.

De acordo com os documentos, as empresas devem exigir a apresentação dos documentos de todas as pessoas que se hospedarem nos locais. Caso algum usuário tente entrar no estabelecimento com criança ou adolescente o fato deve ser comunicado imediatamente ao Conselho Tutelar. Havendo descumprimento dos acordos, os motéis vão ser multados em R$ 10 mil por menor de idade encontrado no local.

EXPLORAÇÃO DE MENORES

Em janeiro, uma operação do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou uma operação para desmantelar uma rede de exploração de menores em Londrina. Na época, 14 pessoas foram presas por envolvimento com a prostituição de crianças e adolescentes e cerca de 50 vítimas foram identificadas. A prisão do ex-vereador Zaqueu Berbel, no fim de abril, desencadeou uma série de novas investigações e denúncias.

Entre as vítimas identificadas está uma menina de 13 anos grávida. Segundo o delegado do Gaeco, Alan Flore, a menina de 13 anos também foi abusada, mas não deu maiores informações já que o caso corre em segredo de justiça. Segundo as investigações, as meninas eram aliciadas através das redes sociais ou por pessoas que ofereciam vantagens a elas.

Em novembro, o MP-PR denunciou 13 pessoas por envolvimento no esquema de exploração sexual. Entre os envolvidos, estão o ex-assessor do governo do Estado, Marcelo Caramori; o auditor Luiz Marcelo Caramori, que é um dos principais delatores da Operação Publicano; outro auditor fiscal, além de empresários, advogados, um serventuário da justiça, um agricultor e uma aliciadora de menores.

Ao todo, o Gaeco de Londrina já ajuizou 20 ações penais contra mais de 30 pessoas. Os acusados devem responder por crimes de como abuso, exploração sexual e atentado violento ao pudor contra menores de idade.

PEDOFILIA INTERNACIONAL

Um policial militar da reserva e outras 17 pessoas foram indiciadas em Londrina acusadas de participar de um esquema internacional de pedofilia. A Polícia Federal (PF) começou a investigar a região de Londrina após receber um alerta de organizações internacionais.

Durante a operação, a PF cumpriu 20 mandados de busca e apreensão em vários pontos da cidade, de bairros nobres a outros mais afastados. Na operação, foram apreendidos computadores, tablets, smartphones. De acordo com o delegado Nilson Antunes da Silva, nos computadores dos acusados foram encontradas fotos de crianças com até dois anos de idade. “O pedófilo que compartilha imagens de adolescentes é o mesmo que divulga as fotos das crianças, o crime é o mesmo”, afirmou à imprensa.

Fonte Paraná Portal

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