É a primeira feira no mundo para as indústrias que atuam no setor mandioqueiro

Ministro da Agricultura e mais 50 quenianos visitarão a FIMAN

O Quênia deverá ser o país com o maior número de representantes estrangeiro na Feira Internacional de Mandioca (FIMAN), que acontecerá de 22 a 24 deste mês em Paranavaí, no noroeste do Paraná. Uma delegação com 50 quenianos liderados pelo ministro da Agricultura do país já confirmou presença no evento. O convite foi encaminhado através do Ministério das Relações Exteriores, que tem procurado despertar o interesse dos países africanos, onde a mandioca ainda é produzida apenas como cultura de subsistência. Toda a fécula consumida no continente é importada.

Por isso que na delegação africana estarão também representantes da Câmara de Comércio de Guiné Bissau e o Banco Africano de Desenvolvimento.

Graças ao trabalho do Itamarati delegações da Nigéria e Angola também estarão no evento. “Os africanos vêm a Feira com interesse em fazer negócio. Eles querem comprar e importar tecnologia”, informa o presidente da FIMAN, Maurício Gehlen.

Também já confirmaram presença ou estão em vias de confirmar Japão e a China da Ásia; Estados Unidos; França e Holanda da Europa; e Paraguai, Argentina, Uruguai, Peru e Venezuela da América do Sul.

A FIMAN vai reunir em Paranavaí a cadeia produtiva da mandioca e de consumo promovendo a integração entre as empresas do setor, especialmente as indústrias de transformação, seus fornecedores e clientes, fortalecendo o segmento.

Durante a Feira, haverá oficinas de capacitação, palestras, rodadas de negócios com a participação de investidores nacionais e estrangeiros, visitas a indústrias e lavouras etc.

MAIOR PRODUTOR – O Paraná é o maior produtor de fécula do Brasil e a cidade de Paranavaí é pólo da maior região produtora de mandioca para fins industriais e referência mundial de produtividade e qualidade. A FIMAN vai acontecer no centro da região responsável por 70% da produção de mandioca e 65% da capacidade industrial instalada no Brasil. É uma oportunidade única para quem quer se aproximar a aprofundar seus conhecimentos sobre o setor”, explica o industrial.

Embora a mandioca seja um produto genuinamente brasileiro, muitos desconhecem a aplicação do seu amido. Além da panificação, onde é mais popular, o amido tem um leque enorme de aplicação, que passam pelo papel e celulose, indústria farmacêutica e de cosméticos, têxtil e é utilizado até na perfuração de poços de petróleo. “Na verdade ainda não conhecemos todos os limites para a aplicação do amido da mandioca”, diz Gehlen.

SIMON CONFIRMADO – Na programação de palestras duas delas têm chamado a atenção de forma especial dos produtores e industriais. A palestra de abertura, que será proferida às 13h30, no recinto da Feira, Parque Costa e Silva, pelo decasségui Walter Toshio Saito, que está plantando mandioca em cinco hectares no Japão e faturando 700 mil dólares por safra. Lá ele planta e colhe em oito meses para fugir do rigoroso inverno japonês.

Outra palestra é a do consultor Simon Bentley e terá como tema “A mandioca da América do Sul no mercado global de amidos: oportunidades regionais e internacionais”.

Simon tem 17 anos de experiência na análise e compreensão dos mercados de commodities. Como Diretor da LMC International, liderou uma equipe de consultoria sobre todos os aspectos dos mercados de carboidratos com foco nos grãos e seus produtos derivados. Ele assessorou multinacionais de agronegócios, empresas de energia e químicos em suas compras de matérias-primas, processamento e operações, bem como órgãos governamentais focados na reforma de mercados relacionados com grãos.

Vice-presidente de Olam International,  Bentley liderou também a pesquisa em um fundo de commodities focado na construção de modelos detalhados de fundamentos de commodities como base para negociação.

Embora se concentre nos mercados de grãos, oleaginosas e açúcar, tem experiência em modelar os fundamentos das culturas arbóreas e, ao longo dos anos, estabeleceu uma profunda compreensão das interações entre diferentes preços de commodities. É um especialista reconhecido nos fundamentos dos mercados de mandioca e como estes se relacionam com outras culturas de carboidratos. Ele é graduado do Trinity College, da Universidade de Oxford e da London School of Economics.

A Feira é uma realização do SIMP e conta com o apoio da Associação Brasileira de Produtores de Amido de Mandioca (ABAM), Sistema FIEP, Prefeitura de Paranavaí, Centro Tecnológico da Mandioca (CETEM), Sebrae, Sociedade Rural do Noroeste do Paraná e Sindicato Rural de Paranavaí. A organização está a cargo da Combo ADN – Planejamento e Organização de Eventos Especiais.

A visitação à Feira é gratuita, mas deve ser feito cadastro preferencialmente antecipado no site www.fiman.com.br

Fonte: Jornalista Jorge Roberto Pereira da Silva

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