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Diminui população de haitianos em Paranavaí

O número de haitianos em Paranavaí tem diminuído nos últimos tempos. A conclusão, embora não oficial, toma por referência a queda acentuada na procura por serviços públicos, dentre eles, escolas e Agência do Trabalhador. A cidade já abrigou 400 homens e mulheres oriundos do Haiti.
Gerente da Agência do Trabalhador, Nadiele Rocha Pereira confirma que em outras épocas atendia grupos de haitianos com mais frequência. 
Em agosto de 2015, a média era de cinco pessoas todos os dias, conforme matéria do DN publicada na época. Hoje poucos procuram. Não é possível precisar em números, já que o cadastro é unificado para todos os trabalhadores.  
A informação que se tem é que a crise nacional levou à redução na oferta de vagas. Com menos opções, os haitianos acabam retornando ao país de origem ou mudando para outras cidades brasileiras. 
Uma grande indústria local, por exemplo, reduziu drasticamente as vagas, atingindo esse grupo que tem suas opções nas linhas de produção ou serviços braçais. Poucos conseguem empregos em almoxarifados e setores administrativos, por exemplo.
Eles têm alguns desafios. O principal é a barreira da língua e a falta de documentos que possam comprovar escolaridade ou experiência profissional.
ESCOLA – Outro indicativo de que há menos haitianos na cidade é a escola. O Centro de Educação de Jovens e Adultos já chegou a ter mais de 20 matriculados. Hoje, somente “um ou dois” frequentam a instituição. 
Na proposta de educação de jovens e adultos, os haitianos, a exemplo dos demais, cursam os módulos até a conclusão do ensino médio. Mais uma vez a barreira da língua se apresenta como desafio. Os haitianos são alfabetizados em outro idioma. 
ASSISTÊNCIA – Por fim, a Cáritas Brasileira, organização da Igreja Católica, mantém reuniões mensais com os haitianos da cidade. Eles são orientados e ajudados em questões como retirada de documentos e busca por serviços públicos. 
Coordenadora da Cáritas, Divani Ribeiro da Silva explica que 90 pessoas são acompanhadas. Ela confirma as dificuldades recentes. A principal delas é a falta de empregos, a partir da dispensa por parte de uma grande empresa. 
Sem trabalho, muitos vão para outras cidades ou retornam para o país de origem. Atualmente a Cáritas acompanha seis mulheres haitianas grávidas, todas com maridos também haitianos. Não há levantamento sobre a proporção de homens e mulheres do Haiti que vivem na cidade.

Fonte: Diário do Noroeste

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