Crise desperta desejo de migrar e mais descendentes tentam emprego no Japão

Empresas de recrutamento profissional com atuação em Umuarama registraram no segundo semestre de 2015, o aumento de 300% do número de descendentes de japoneses interessados em retornar à terra natal de seus avôs ou bisavôs.

“A economia japonesa está estável, a nossa está muito ruim e com o dólar alto é rentável os salários japoneses em relação aos do Brasil”, explicou o coordenador de recrutamento, Julio Takashi.

Antes observada apenas a ida de membros individuais, a empresa TGK – RH está selecionando famílias inteiras, o que levou a abrangência de negócios para as regiões de Cambará, Apucarana, Umuarama e agora Foz do Iguaçu.

Atendendo a região noroeste do Paraná, o intermediador de empregos Fábio Oshita disse que no mês de janeiro a empresa onde trabalha enviou em média 15 pessoas por semana para o Japão. “Temos lista de espera”, destacou.

E o planejamento para busca de trabalho na terra do sol nascente é bem organizado. A cada três meses um representante de uma empreiteira japonesa vem até Maringá selecionar candidatos. São mais de 80 empresas nipônicas cadastradas.

“Não basta apenas querer trabalhar no Japão, tem que ter o perfil das inúmeras indústrias que nos procuram e em geral elas querem mão de obra qualificada”, salientou Takashi.

Por motivos de segurança a embaixada do Japão não divulga dados por região ou município, mas 2014 em todo o País houve um aumento de 19% de emigrações em relação ao ano anterior.

Ir para o Japão custa em média US$ 3 mil dólares e o retorno é viável. “Os emigrantes não esperam apenas acumular dinheiro, mesmo pensando em voltar um dia todos querem pagar os impostos e se aposentar pela previdência daquele país”, disse Oshita

Fonte: O Bendito

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