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Área destinada ao cultivo de cana cresceu mais de 70 mil hectares em sete anos

Em 2010, os municípios do Noroeste do Paraná somavam 126.736 hectares de terras destinados ao plantio de cana de açúcar. Sete anos depois, a área total cresceu de maneira significativa. Já são 198.132 hectares. Um registro importante hoje, data em que se comemora o Dia do Agricultor. 
Os números são do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), e foram repassados pelo pesquisador Ênio Luiz Debarba.
Proporcionalmente, o aumento da atividade canavieira foi ainda mais expressivo no território de Paranavaí. No ano 2000, eram apenas 23 hectares destinados a essa cultura. Em 2010, a cana de açúcar ocupava 8.862 hectares. Atualmente, são aproximadamente 19 mil hectares.
Debarba atribuiu o crescimento da extensão dos canaviais à facilidade de manutenção e aos custos mais baixos para a produção, na comparação com outras culturas. Na opinião dele, ainda haverá mais expansão.
O pesquisador do Deral afirmou que a cana de açúcar tem ocupado o espaço de outras atividades agropecuárias. Para se ter uma ideia, no ano 2000, as pastagens representavam 75% da área rural do Noroeste do Paraná. Sete anos depois, são 50%.
A pecuária também precisa dividir espaço com outras culturas. Dados da Seab mostram que a região possui 45 mil hectares destinados ao plantio de mandioca, com produção que varia de 28 mil a 31 mil quilos por hectare.
Em relação à laranja, Debarba informou que de 2014 para 2016 houve uma redução importante na área plantada, passando de 45.500 hectares para 32 mil hectares. Esse foi o resultado de longos períodos sem chuva na região durante os últimos anos.
Quando se trata da agropecuária no Noroeste do Paraná, o arroz irrigado também ganha destaque. São 15.370 hectares que resultam em uma produção média de 8.000 quilos por hectare, com relevantes avanços tecnológicos.
A soja também tem se firmado entre as culturas da região. Nos últimos anos, os produtores têm buscado cada vez mais grãos que se adaptam às condições de solo do Noroeste do Paraná, obtendo melhores resultados. 
Segundo Debarba, as lavouras de soja totalizaram 44.400 hectares de terra em diferentes municípios da região. Um dos impedimentos para o crescimento da atividade é o alto custo de produção: toda a logística e a mão de obra são caras.
Outro importante segmento que tem conquistado espaço é o cultivo de amendoim. A atividade não é nova, mas algumas técnicas diferenciadas estão garantindo destaque: são 1.262 hectares espalhados por diversos municípios, entre os quais, Santa Mônica, Paranavaí, Alto Paraná, São João do Caiuá, Paranacity e Cruzeiro do Sul.
O pesquisador do Deral explicou que muitos produtores utilizam o amendoim como cultura alternativa à cana de açúcar, isto é, cultivam nos períodos de entressafra para descansar o solo. E tem dado certo. “[O amendoim] está em um momento extremamente importante”, disse Debarba.
Na avaliação dele, essa diversificação das atividades rurais representam “um grande salto qualitativo da exploração agrícola”. Há ganhos em relação à qualidade do solo, à geração de empregos e à movimentação da economia. “Isso garante equilíbrio”, enfatizou.

Fonte: Diário do Noroeste

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